| |
A
Bahia já deu régua e compasso a muita gente
talentosa na música, no teatro, na literatura e nas
artes plásticas. Na moda não é diferente.
Acrescente linha agulha, que vamos ter nomes de criadores
talentosos como Nei Galvão, Di Paula, Maurício
Nonato e Di Carlos, o descobridor de Luana de Noilles. Foi
em meados da década de 90, incentivada pela explosão
da cena fashion no País, que a moda baiana ganhou uma
identidade própria com a chegada de uma nova geração
de estilistas modernos, que se destacaram com um trabalho
criativo e urbano.
Robério Sampaio foi um dos precursores desta nova onda.
Hoje, motivo de orgulho dos baianos, a sua marca, a Sarttore,
já começava a fazer sucesso antes da cidade
ser contagiada pela febre de eventos produzidos pelos shoppings
centers. Além de Robério Sampaio, que passou
a lançar as coleções em shows concorrídissimos,
a empresária Michelle Magalhães, com a sua já
extinta loja 2M, promoveu um grande desfile com a participação
de todas as tops do país, no Solar do Unhão.
Com a chegada dos calendários de lançamentos,
organizados pelos Shoppings, como o Iguatemi Collection (atual
Semana Iguatemi de Moda), Barra Fashion e Center Lapa Fashion
Mix, entre outros, a moda baiana pôde ?nalmente entrar
em cena. Foi no Concurso Novos Estilistas, promovido pelo
Shopping Barra, que foram revelados nomes como Márcia
Ganem, Soudam & Kaveski, Costa Ribeiro, Luciana Galeão,
Fábio Sândi, Otávio Sampaio e Roney George
e Ricardo Arita.
Às vésperas da abertura da temporada de Verão
2004/2005, todos entram num processo louco de produção
que os levam a um exílio voluntário em seus
ateliês. O resultado poderá ser conferido em
breve nas passarelas da Bahia, do Brasil e do mundo.
|
|